2009-04-03

Tribunais do Porto

Nem em Palermo. Ficámos a saber que em Portugal (ou será só naquela zona mafiosa?) não é punido um dirigente dum clube assumidamente corrupto receber árbitros em casa antes dos jogos. Ficámos também a saber que para as doutas juízas os arguidos podem ser apanhados em contradição milhares de vezes, mas ai da testemunha que se contradiga. Pior, ai da testemunha que ouse revelar que foi comprada pelos arguidos e queira denunciar a situação. É logo impedida de depor.
Ainda bem que me vim embora. Pelo menos aqui os mafiosos não são glorificados, os clubes corruptos descem de divisão, e o Berlusconi ainda não controla a 100% os merdia.
Isso já só lá vai à bomba.

3 comentários:

Velha Guarda disse...

Para mim nunca acreditei que o "artista-mafioso" iria ser condenado.
O mafia domina a situação e na hora que é preciso provar seja o que for, as testemunhas com medo de vingança entram em contradição e o tipo sai em ombros com a escumalha de sempre a gritar pelo padrinho.
No dia em que deixar de ser o dono do clube de bairro, aí sim vai mesmo de "cana".

forteifeio disse...

Retrato de um País coxo e amputado de valores fundamentais. Receber àrbitros em casa, afinal é normal e se for antes dos jogos melhor

Dylan disse...

"O logro"

A decisão do Tribunal de Gaia, no "caso do envelope", não proclamou vitória de ninguém. O encontro de um presidente dum clube com um árbitro foi catalogado pela juíza como suspeito e imprudente, mas em caso de dúvida beneficia-se o réu. Poder-se-á dizer que a justiça actual não cumpriu o seu principal mandamento: igualdade de todos os cidadãos perante a lei, ou seja, existem testemunhas mais credíveis do que outras pois o impoluto político ou dirigente desportivo vive num patamar de moralidade social superior!


Juntando uma pitada de incompetência do Ministério Público à mediatização instrumentalizada, temos uma falácia perfeita. O pior é quando o poder judicial é desacreditado na opinião pública, pois essa há muito tempo que fez o seu julgamento e está farta de acreditar em conspirações orquestradas.

http://dylans.blogs.sapo.pt/

 
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